Mês: fevereiro 2019

Política e Yoga

Vivo o Yoga há cerca de 20 anos e acompanho a polêmica sazonal, em que instituições e órgãos querem se “apropriar” do Yoga e seus conhecimentos.

Se não me engano, em 2002, quando eu já era professora de yoga e cursava a faculdade de educação física, ouve uma comoção de professores de yoga, para não aceitar que o Conselho Reginal de Educação física (CREF) inserisse o Yoga como parte de seu conteúdo acadêmico, exigindo assim que professores de yoga fossem formados como educadores físicos.

Ufa! Nos livramos dessa!Digo isso, pois me formei nos dois segmentos e sei o quão distante uma formação está da outra.A parte física do Yoga é apenas uma das 8 que constituem o Yoga verdadeiro.

Bom, agora está em votação no senado brasileiro o projeto de lei que regulamenta o exercício da profissão de terapeuta naturista, propondo regulamentar a profissão de modalidades como: medicina oriental, terapia ayurvédica, outras terapias naturais, terapias psicanalíticas e psicopedagógica, yoga, cromoterapia, etc.

Como tudo na vida, prezo pelo equilíbrio e assim, analiso os prós e contras dessa situação.

Se em nosso país as instituições educacionais fossem mais sérias, ilibadas e com profissionais capacitados, acredito que a idéia proposta pelo senador Telmário Mota seria bem vinda. Isso se estenderia a ter fiscalização adequada para acompanhar a atuação dos órgãos responsáveis  e fiscalização competente (não subornáveis) para assim averiguar os estabelecimentos e profissionais atuantes.E não apenas sucumbir ao interesse maior financeiro, como arrecadação de impostos, anuidades para afiliações e mensalidades universitárias.

Como sabemos que com profissões como a própria medicina, isso não ocorre corretamente, pois péssimos profissionais, mesmo munidos de diploma de médico atuam clandestinamente em locais inadequados e colocam em risco muitas vidas, o que será então da regulamentação e  fiscalização de profissionais  “naturalistas”?

Diante desse quadro, acredito que o Yoga não deve ser ensinado dentro de universidades e faculdades brasileiras, ao menos não nesta época em que escrevo estas palavras.

Alunos interessados em se beneficiar dessa milenar tradição do Yoga, devem se valer do acesso à informação.Consultar sobre o estúdio e profissionais com o qual deseja praticar.Verificar qual sua formação, metodologia e abordagem dentro do yoga e terapias relacionadas.

Atualmente estamos vivenciando um “boom” de professores e estúdios de yoga que surgiram através do modismo, interesses egoístas e sem embasamento tanto de formação quanto de prática pessoal para então passar a ser um professor, aquele que realmente nasceu para ensinar o que sabe e gosta de fazer.

Professora Mônica Bergamo

As técnicas respiratórias do yoga são boas, mas sabe por quê?

Prana é a energia vital, é o que traz a força, a vida aos órgãos e às células. É a energia que permeia todo o universo. Ela está em tudo, no ser humano, na natureza, em todo o espaço. Quanto mais dela no corpo, mais longevidade se logra.

Os pranayamas são as técnicas respiratórias do Yoga para expandir o prana em nosso corpo.

É fato que uma respiração agitada não é nada boa, são nesses momentos que a ansiedade toma conta de tudo. Os pranayamas, auxiliam a controlar e dominar toda essa “potência”, o que pode manter a harmonia entre o corpo e a mente e muito além disso, despertar nosso poder de auto-cura.

Quando feitos corretamente, ensinam a captar o prana, além de purificarem os condutos energéticos (nadís) em que ele flui, o ideal é realizá-los todos os dias.

Existem dezenas de pranayamas diferentes; cada um canalizando o prana para determinadas regiões do corpo e com diversas finalidades.

Em meio ao caos parece quase impossível se concentrar e encontrar um tempinho para se reconectar e realizar os pranayamas, não é mesmo? Mas uma das suas vantagens é que você pode realizá-los em qualquer local, pois não depende de nada além de si mesmo.

Quais são os benefícios que os pranayamas podem trazer?

Inúmeros! Mas vou citar apenas dois…

Diminuição do estresse

Com a correria do dia a dia nos vemos cada vez mais em prazos apertados, com crises de ansiedade e autocobrança em excesso, assim, nossos níveis de estresse ficam lá em cima, gerando problemas para nossa saúde mental e física.

Nesse cenário, os pranayamas são verdadeiros aliados, já que ao aprender a controlar e estender o prana por meio da respiração, você promove um reequilíbrio do organismo e também um alto estado de relaxamento, diminuindo o estresse e seus desdobramentos.

Melhora no sistema linfático

O sistema linfático desempenha um importante papel no nosso organismo. Ele é responsável entre outras coisas por transportar a linfa, fluido rico em células brancas que auxiliam na defesa do nosso corpo. O problema é que muitas vezes, esse sistema não funciona adequadamente e acumula toxinas, trazendo a sensação de inchaço e dificultando o funcionamento do sistema imunológico.

Assim como as posturas do yoga, os pranayamas com seus diversos exercícios, promovem uma movimentação dos órgãos, funcionando com uma bomba para o sistema linfático, drenando-o e impedindo que seu fluxo seja impedido.

Buscar um estilo de vida mais saudável é uma maneira de estar em paz consigo mesmo, se reconectar com seu eu interior e ter uma rotina muito mais equilibrada.

 

Professora Mônica Bergamo

Por que sentamos com as pernas cruzadas para meditar?

Na verdade, mais importante do que cruzar as pernas na meditação, é que a coluna permaneça na posição vertical, ereta, para assim liberar a passagem de energia através da sushumna nadí (principal canal energético que passa ao longo de nossa coluna).

Meditação se faz SEMPRE sentada, relaxamento se faz deitado.

O fato de sentarmos próximos ao chão, nos proporciona aterramento e conexão com a energia telúrica, diferente de quando estamos sentados em uma cadeira (embora seja bom para quem não consegue sentar no solo).

As pernas podem se posicionar de diferentes formas, desde o sukhásana (postura fácil) até padmásana (tradicional posturas yogi) ou vajrásana (sentando-se sobre os calcanhares).

Cada corpo é um! A prática do yoga ásana (posturas) ajudará a ganhar flexibilidade e abertura pélvia para esse fim. O importante é que a postura escolhida para meditação seja confortável e não haja inquietude do corpo e consequente inquietude da mente, impossibilitando assim os estados meditativos.

O uso de zufu, almofada para sentar-se é bem vindo, desde que não seja muito alta.Apenas o suficiente para que os joelhos fiquem na altura dos quadris.

Professora Mônica Bergamo

Já parou para pensar se você realmente vive no presente?

O ser humano possui uma tendência em manter seus pensamentos no passado ou no futuro. Mas ninguém pode realmente viver o ontem ou o amanhã. Esses pensamentos nos trazem frustração, ansiedade, depressão e desesperança.

E assim, as coisas simples da vida, mas de grande importância, passam despercebidas e a impaciência comanda nossos pensamentos.

Para mudar seu comportamento, antes de qualquer coisa, procure vivenciar o seu EU no momento presente! Depois, confira as dicas:

– Somos seres espirituais vivendo uma experiência humana com o objetivo de evoluir.

– Temos como guia fundamental desta entidade, a consciência.

– Nada nesta vida é permanente e todos os seres são diferentes entre si.

Diante disto, é vital para o praticante de yoga, fazer swadhyaia (auto-estudo), conhecer seus potenciais e fraquezas, para então tem um olhar diferente sobre as qualidades e defeitos que você vê nos outro.

Não crie resistência interior e frustração diante dos acontecimentos, pois

tudo tem um motivo para estar acontecendo.Esse entendimento leva o ser ao desapego e à aceitação.

– Desfrutar dos prazeres e das suas conquistas, sem ansiedade ou medo de perdas.

– Manter-se consciente de que temos liberdade de escolha.

– Compreender quem não sou para que a realidade apareça por si mesma.

Vença seus medos e viva o aqui e agora! Use sua força interior e exerça sua liberdade de escolha!

Professora Mônica Bergamo