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Jala Neti, higienização nasal

Esta técnica do yoga visa realizar a limpeza das vias respiratórias superiores.

Pode ser praticada uma vez por dia ou segundo a recomendação de um instrutor de Yoga ou terapeuta, com o intuito de aliviar constipações , catarro nasal ou outras doenças.

O que você irá precisar para o procedimento:

  • Deve ser usado o lota (imagem ao lado) que pode ser de plástico ou cerâmica.
  • Água morna com sal

Procedimento:

O bocal na ponta do lota deve ajustar-se confortavelmente à narina de modo que não escorra nenhuma água pela ponta do lota.

A água deve estar à temperatura do corpo e misturada com sal na proporção de uma colher de chá por meio litro de água.

A adição de sal assegura que a pressão osmótica da água seja igual à dos fluídos corporais, o que vai minimizar qualquer irritação da membrana mucosa. Se sentir alguma dor ou algum ardor significa que colocou sal a mais ou a menos na água.

Lavagem das narinas

  • Encha o lota com a água salgada já preparada.
  • Permaneça de pé, pernas afastadas, com o peso do corpo distribuído igualmente pelos dois pés, e incline-se para frente. Incline a cabeça para um dos lados e ligeiramente para trás.
  • Comece a respirar pela boca.
  • Insira gentilmente o bocal na narina que está acima.
  • Não use a força.
  • O bocal deve fazer uma leve pressão contra a parte lateral da narina para que não haja nenhuma fuga de água.
  • Incline o lota de maneira que a água escorra para dentro da narina e não para fora, por seu rosto.
  • Ajuste a posição do corpo até que a água passe através das fossas nasais e saia pela outra narina.
  • Quando metade da água tiver passado pelas narinas, remova o bocal, endireite a cabeça e deixe a água escorrer pelo nariz.
  • Remova qualquer muco do nariz com expirações gentis. Incline a cabeça para o outro lado e repita o processo, colocando o bocal do lota na outra narina.
  • Depois de completar este processo as narinas têm de ficar bem secas.

Secagem das narinas

  • Permaneça de pé, obstrua a narina direita e inspire e expire rapidamente pela narina esquerda 5 a 10 vezes, com ênfase na expiração.
  • Repita para a narina direita, com a narina esquerda obstruída.
  • Execute mais uma vez pelas duas narinas ao mesmo tempo.

     Duração:

  • Esta prática deve durar cerca de 5 minutos.

IMPORTANTE: Idealmente, o jala neti deve ser praticado de manhã antes dos ásanas e pranayamas, contudo, se for necessário, pode se executar esta técnica a qualquer hora, exceto após as refeições.

Precauções: A água deve passar apenas pelo nariz. Se alguma água passar para a garganta ou boca, significa que a posição da cabeça precisa ser ajustada. Certifique-se que o nariz fique bem seco depois da prática, para que as fossas nasais não fiquem irritadas, e assim manifestar sintomas de congestão. Não expire com demasiada força, pois a água pode ser empurrada para os ouvidos.

Contraindicações:

  • Aqueles que sofrerem de hemorragia crônica no nariz não devem executar o jala neti sem acompanhamento de um especialista.
  • Aqueles que têm constantemente uma grande dificuldade em passar água pelo nariz podem ter a estrutura nasal bloqueada e devem consultar um especialista.

Benefícios:

  • O jala neti remove o muco e sujeira das fossas e seios nasais, permitindo que o ar flua sem qualquer obstrução.
  • Ajuda a prevenir doenças da área respiratória tais como asma, pneumonia, bronquite e tuberculose pulmonar.
  • Alivia alergias, congestões e sinusite, assim como várias desordens dos ouvidos, olhos e garganta, incluindo rinite alérgica, certos tipos de surdez, inflamação dos adenoides e das membranas mucosas.
  • A respiração oral pode ser reduzida pela prática do jala neti. Tem uma influência refrescante e suavizante no cérebro e é benéfico no tratamento de epilepsia e enxaqueca.
  • Alivia a ansiedade, raiva e depressão, remove a sonolência e faz a cabeça sentir-se leve e fresca.
  • O jala neti estimula várias extremidades nervosas no nariz, melhorando a atividade cerebral e a saúde geral do indivíduo.
  • É reposto o equilíbrio entre as duas narinas e os dois hemisférios cerebrais correspondentes, induzindo um estado de harmonia e equilíbrio em todo o corpo e nos sistemas que regulam a circulação e a digestão.

A origem dos pensamentos

Em termos de conteúdo, a fonte de seus pensamentos é o acúmulo de suas percepções sensoriais.  Em termos de substância, um pensamento é apenas uma reverberação – você pode dar qualquer forma. Através da meditação, você acalma as reverberações em quietude.  A reverberação que você experimenta como pensada agora, em uma escala menor de evolução, seria instintiva.  O instinto não é exatamente o mesmo que se pensa – há muito mais clareza no instinto do que no pensamento.
 O instinto é uma forma inferior de pensamento, ou o pensamento é uma forma superior de instinto.
 Um pensamento pode ser formado de um jeito ou de outro – pode ser contraditório.  O instinto é bem definido.  Animais que são mais baixos na escala evolutiva parecem estar muito mais seguros sobre a sua vida do que os seres humanos, porque suas reverberações estão no nível do instinto.  O instinto é sempre sobre sobrevivência – principalmente sobrevivência física.
 O instinto tem alcance mínimo – é sempre sobre o seu entorno imediato.  Mas seus pensamentos não precisam ser sobre o seu entorno imediato – eles podem ser sobre qualquer coisa.  É por isso que você pensa em tantas bobagens que realmente não lhe dizem respeito.  Você pensa em todos os tipos de coisas – céu, inferno, um milhão de anos depois ou um milhão de anos atrás – os pensamentos podem ir a qualquer lugar.
 No processo evolucionário, à medida que o corpo evolui, as reverberações que ocorrem dentro também evoluem do instinto para o pensamento.  O pensamento é uma certa liberdade – dá-lhe maior acesso à vida.  Mas, ao mesmo tempo, os pensamentos criam uma turbulência total nos seres humanos.  Todo sofrimento é porque você não sabe qual caminho pensar e o que fazer.  Se você seguisse pelo seu instinto sozinho, saberia o que fazer.  A vida seria muito mais simples, mas também muito limitada.  Não haveria outras possibilidades além da sobrevivência.
Depois que o instinto evoluiu para o pensamento, e o processo de pensamento se tornou excessivo, as lutas surgiram, porque os pensamentos acontecem involuntariamente, de acordo com as impressões sensoriais que você reuniu.  O processo de pensamento tornou-se um problema para as pessoas apenas porque elas não estão cientes de que isso é apenas uma reverberação.  Essas reverberações podem tomar qualquer forma, ou você pode experimentá-las como reverberações sem lhes dar nenhuma forma.
De certo modo, o processo de meditação é apenas isso.  Não é que suas reverberações tenham parado, até agora – é apenas que você parou de anexar formas ou significados a elas.  Estar ciente o suficiente para não anexar formas ou significados a cada reverberação que acontece dentro de você é uma enorme liberdade, e isso libera você do conteúdo passado de sua mente.  Ou em palavras tradicionais – é desassociar sua estrutura kármica, porque você não está dando mais forma ou significado.
 Todo o processo do Yoga é sobre não dar forma à reverberação que você está agora.  Seu pensamento é uma reverberação e, de um modo mais profundo, o que você chama de “eu mesmo” também é uma reverberação.  A vida em si é uma certa reverberação.  A física moderna está provando que toda a existência é uma certa reverberação de energia.  O corpo físico, pensamentos, emoções e tudo o mais são aspectos diferentes da reverberação que a existência é.  Nos seres humanos, essa reverberação evoluiu de um estado instintivo para um estado de pensamento, que é uma liberdade porque dá a você um maior acesso à vida.  Ao mesmo tempo, sem a necessária conscientização, todo sofrimento pelo qual os seres humanos estão passando está apenas em seus pensamentos – está na maneira como eles pensam.

Meditação é diferente do yoga?

Segundo a tradição milenar do Yoga, a meditação faz parte das práticas yóguicas, pois yoga não é apenas a parte física, os ásanas, as posturas.
O ocidente se apropriou dessa tradição de maneira um pouco equivocada e por isso algumas pessoas acreditam que yoga e meditação são práticas distintas porém complementares ao mesmo tempo.

Na visão do Yoga clássico, há três etapas finais para se chegar ao estado de Samádhi (a tradução mais próxima dessa palavra sânscrita é iluminação).

São elas: pratyahara, dhárana, dhyána.

Pratyahara é o recolhimento dos sentidos, a interiorização.

Dhárana é a técnica da concentração, foco.

Dhyána é a meditação em si, um estado difícil de ser descrito em palavras, mas que encorajo você a praticar e reconhecer por si só!

Especialistas afirmam que meditação traz benefícios tanto para o corpo quanto para a mente e que a prática pode fazer com que haja melhora do sistema imunológico, diminua a pressão arterial e reduza o estresse e a ansiedade. Promove um desacelerar profundo que ultrapassa até mesmo as vantagens do sono.

A partir daí é que o real benefício do yoga aparecerá, mas isso vai muito além do que a ciência pode explicar.
A relação entre as posturas do yoga e a meditação vem da necessidade de manter os praticantes focados na conscientização de seus corpos e dos movimentos que realizam durante a prática.
Meditar é alcançar o seu interior e melhorar a relação que você tem com seus sentimentos e emoções, tudo na mais perfeita harmonia.

Professora Mônica Bergamo

Benefícios do Yoga: físicos, emocionais, mentais, energéticos e espirituais.

Vou tentar colocar em palavras o que acredito que você precise colocar em prática para entender…

Um pouco do que ocorre a nível físico com a prática regular do Yoga:

Muda nossa fisiologia;

Melhora o funcionamento dos nossos órgãos e tecidos;

Maximiza o fluxo de prana (energia vital) através dos movimentos e da respiração que está sempre presente;

Otimiza o fluxo sanguíneo e a tonificação de nossos órgãos internos que são desintoxicados;

Atua no sistema endócrino e com isso influencia na liberação de hormônios. 

No nível emocional e mental:

Traz para a consciência traumas e tensões emocionais que ficaram estagnados em algum lugar do corpo físico;  

Promove clareza emocional para perceber quando as emoções estão agindo através de nós;

Devido ao fluxo de prana e a melhora do fluxo sanguíneo que os ásanas promovem ajudam a mente a se acalmar; aquietando o sistema nervoso;

Presença para o aqui e agora;

Promovem a estabilidade mental; ficamos mais aptos a auto-observação e com isso aprendemos a não agir de modo reativo às situações e sim de maneira sábia e consciente.

No nível energético:

Proporciona mais espaço no corpo físico para o prana, energia vital, fluir e chegar com qualidade em todos os cantos do nosso corpo;

Maximiza: saúde, bem-estar, vitalidade, entusiasmo, e uma visão mais positiva da vida;

Cada indivíduo, segundo a Ayurveda (ciência da vida, da tradição indiana), tem uma constituição chamada dosha e ao adequar sua prática de ásanas, alimentação e hábitos ao seu dosha, há um equilíbrio energético que te proporciona a dose ideal entre Rajás (ação) e Tamás (inação).

 No nível Espiritual:

Toda essa conexão interna, fluxo de prana, estado de consciência no momento presente nos ajudam a nos conectar com nossa essência; entrar em comunhão com o divino que está dentro de nós e não fora.

 Professora Mônica Bergamo

 

Posturas de yoga não são ginástica!

Você já viu aquelas fotos de posturas na internet e sente que nunca poderá praticar Yoga?

A maioria das pessoas se sente assim e isso é normal porque desconhecem o que de fato é a prática de Yoga e acabam definindo o conceito de uma prática tão vasta e completa apenas por uma foto de uma certa postura. Isso é como pegar uma frase fora do contexto e publicar apenas a frase. Olhar para o Yoga apenas com base nos ásanas é subjugar tudo o que a prática tem a oferecer. Ásanas são uma parte importante da prática, mas não são a prática em si.

Quando as pessoas me perguntam se praticar Yoga é difícil eu digo que sim porque Yoga nos leva a fazer grandes questionamentos como: Quem sou EU? O que vim fazer aqui? Qual é o propósito maior de tudo isso? Dessa nossa existência?

A prática nos convida a olhar com verdade para quem somos e onde estamos em nossa jornada. Não é nada fácil olhar dessa maneira para todos os aspectos de nós mesmos e perceber que a mudança que buscamos no mundo precisa começar dentro de nós, em nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações.  Sim, Yoga é “difícil “, mas é “difícil” por conta desses questionamentos e não pelos ásanas em si. Pois para os ásanas temos muitas modificações. Mas esses questionamentos fazem parte da nossa busca humana.

Embora possamos ver nos ásanas a sua beleza, perceber o aumento de flexibilidade do corpo e a melhora da nossa
condição postural com o tempo de prática, o que realmente buscamos é, através deles a mudança na nossa postura
interna, é o entendimento de e quem eu realmente Sou e a comunhão com o TODO.

Entendido isso, vamos reconhecer que os ásanas quando bem trabalhados são capazes de criar uma raiz dentro de nós.

Postura invertida sobre a cabeça- Shirshásana

O shirshásana é conhecido como o rei dos ásanas (posturas)
Advertência do Mestre B.K.S. Iyengar: “a prática de ásanas deve ser regular, porém, se você não tiver tempo suficiente em seu dia para fazer uma série completa, faça pelo menos o shirshásana!”
A invertida mais importante é o Shirshásana (invertida sobre a cabeça). É a melhor ferramenta física que possuímos para reverter, no mundo físico, a descarga de energia que decai, causando envelhecimento do corpo e da mente. Essa forças nos fazem perder o poder mental e clareza, perda de boa postura, respiração insuficiente, má circulação sanguínea e linfática, má digestão.
Realizando as invertidas, o corpo se auto cura em todas as esferas. A força de gravidade que atua em nosso corpo e seus sistemas é revertida, ao virarmos literalmente de ponta cabeça. Nossa relação com a ação de gravidade e forças do planeta Terra muda completamente e nosso corpo é nutrido ao invés de enfraquecido.
As invertidas garantem um aporte ideal de sangue para a cabeça e estimula as glândulas pineal e pituitária em nosso cérebro, sendo estas glândulas responsáveis pelo crescimento, regulação de sono e regeneração através de seus hormônios.
A prática regular das posturas de inversão revitaliza as células cerebrais, ajudando no rejuvenescimento, maior clareza de pensamentos, memória e raciocínio havendo melhora geral no sistema nervoso e proporcionando equilíbrio mental, calma e atenção plena. Pessoas que sofrem com insônia, falta de memória e baixa vitalidade recorrem à essa prática de ásanas.
As invertidas descomprimem a coluna, fortalecendo pescoço, ombros e braços.O sistema muscular de abdômen e pernas são tonificados. Ao elevar as pernas, sangue e linfa são amplamente beneficiados. Pés e tornozelos recebem um “alívio” em suas funções, evitando inchaços e sensação de pernas cansadas.
Devido a inversão, todos os órgãos abdominais são “limpos” e beneficiados, evitando assim doenças, inclusive do fígado, rins, estômago e intestinos.
Como em todas as coisa da vida, a sugestão de ficar de “ cabeça para baixo” não deve ser universalmente recomendada…
As precauções devem ser tomadas, desde os casos de doenças ou lesões pré- existentes até a observação, sempre válida, de perceber o que é adequado ou não para si mesmo.
Devem evitar as invertidas pessoas com pressão alta, doenças cardíacas, quem sofreu AVC, descolamento de retina, glaucoma, epilepsia, e algumas outras condições. Tudo deve ser observado pelo praticante e pelo professor de Yoga.
Antes de pratica, é essencial consultar um médico.
As invertidas são as cafeínas naturais do nosso corpo, proporcionam grande disposição e alegria palpável no instante em que retornamos delas.
Por que as invertidas são posturas que demoram a ser executadas?
A razão pela qual os ásanas de inversão demandam paciência e perseverança, são a explicação para a necessidade de treinamento mais longo até a completude do ásana.
Elas nos afetam nos pontos emocionais. Demandam uma abertura de coração, encontrar a humildade diante de desafios extremos. É dito que ao permanecer em invertida, o Yogi precisa erradicar emoções auto- destrutivas, e sentimentos como raiva, orgulho, ódio e inveja.Trabalhando sobre o ego para seguir em direção a alegria e harmonia e sensações nunca antes imaginadas .

O mantra OM

Toda a literatura do Yoga se fundamenta na língua antiga surgida na Índia chamada Sânscrito. Quando vocalizamos essa língua é chamada sânscrito; quando a escrevemos, seu alfabeto é o devanagari.
Sendo assim, podemos vocalizar o mantra OM (AUM) ou grafá-lo ॐ
O que importa no Om não é sua forma, mas seu som que é carregado de significado; explicado pela Māṇḍūkya Upaniṣad, que usa a sílaba para indicar a realidade última, aquilo que é livre de todo o universo de nomes e formas, que é a paz, livre de qualquer coisa que não seja ele mesmo, não-dual.
A sílaba Om indica tudo: os três estados da consciência: sono profundo, sonho e desperto (que incluem o não-manifesto e o universo inteiro de coisas manifestas) e também aquilo que os sustenta e que deles é distinto.
Entender o Om através do intelecto é inútil, sugiro que aplique esse mantra em sua rotina de meditação e sinta por si só os efeitos!

Desapego, o exemplo das abelhas.

O maior exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colmeia, abandonam-na e não a deixam morta, em ruína, mas viva e repleta de alimentos. Todo o mel que fabricaram além do que necessitavam, é deixado sem preocupação com o destino que terá.

Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás. Na vida das abelhas temos uma grande lição. Em geral, o homem constrói para si.Pensa no valor da propriedade, tem ambição em conseguir mais bens; sofre e briga quando na iminência de perder o que “lutou” para conseguir. “Onde estiver nosso coração, ali estarão nossos tesouros…” Assim não pode haver paz quando pensamentos e sentimentos prendem o ser ao que ele julga sua propriedade. Essa teia não o deixa alçar voo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, como um simples pensamento como, “para quem vai ficar a minha casa? ” é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada.

Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e ainda doam a maior parte dele . A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for- o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém de nossa preferência.

Se quisermos ser livres, se quisermos parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar em nós um único desejo: o de nos transformar.

O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, e que devemos soltá-los.Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda, e sim visão mais ampla. O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que há algo maior para nosso crescimento.E se não abrirmos mão do velho, como pode ter espaço para o novo?